domingo, 17 de agosto de 2014

Socialismo e o Improvável

Outro dia, lendo um livro sobre o improvável (A Lógica do Cisne Negro), comecei a pensar se o socialismo (e por isso entende-se os grupos de esquerda, como comunismo, socialismo e anarquismo) é tão bom quanto todos falam. Eu sempre gostei da ideia de todos viverem como iguais, com mesmas condições, etc. Mas, ao mesmo tempo, nunca vi algum país que aplicou o socialismo (de novo, grupos de esquerda) e realmente deu certo para todos - porque para os líderes é a melhor coisa do mundo.
Voltando ao livro, comecei a pensar na ideia real do socialismo: todos vivem iguais! Onde todos são iguais, onde aparecerá o próximo Beethoven ou Einstein - ou qualquer outra pessoa que fará uma diferença no mundo? Ela seria reprimida pelo sistema, a ser igual a todos, a viver uma vida normal, uma vida ordinária.
Essa, pra mim, é a maior e mais importante diferença entre o socialismo e o capitalismo: no segundo, você tem que lutar para conseguir algo. É claro, sempre existem aqueles que terão uma vida boa e fácil ganhando na loteria ou algo do gênero. Mas isso é sorte, na mesma quantidade para todos. No primeiro sistema, o diferente não é visto com bons olhos, pois é justamente contra isso que o socialismo luta!
A hierarquia está presente no cotidiano desde os primórdios da humanidade, e é uma importante ferramenta para a evolução da espécie. Nós não podemos simplesmente tirar isso e esperar um constante crescimento intelectual no mundo.
É importante essa briga pelo mais poderoso, porque é assim que novas descobertas acontecem e revoluções são fomentadas.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sobre Darwinismo Social

Estudando para minha prova de História, eu cheguei no momento em que se falava sobre darwinismo social, e fiquei pensando se essa teoria era falsa mesmo.

Primeiro, você pergunta, o que é o darwinismo social? Bom, foi uma teoria que correu no século XIX e tentou aplicar o darwinismo (ou seja, a teoria da evolução) nas sociedades humanas. Bem, isso não deu muito certo, pois seus defensores diziam ser necessário acabar com os mais fracos e sustentar os mais fortes para, assim, passar aquela sociedade a uma nova etapa (eles eram contra as organizações filantrópicas também, por ajudar os mais pobres e oprimidos). Esses eram os ideais, por exemplo, dos nazistas para promover as Guerras Mundiais.

Lendo isso, eu questionei: será mesmo que a teoria está errada? Ou somente o modo como ela foi aplicada? Vou tentar explicar e, para isso, separar em duas partes - a teoria, e somente a teoria; e o modo como ela foi utilizada na época.

A teoria se baseia no fato de que as sociedades evoluem. Começam num estágio simples e, a partir disto, por tentativa e erro, as sociedades iriam se desenvolvendo. Analisando isso, está na cara que realmente aconteceu.
Não podemos nem comparar, por exemplo, a sociedade no início da espécie humana, onde as pessoas se reuniam em pequenos grupos para aumentar a chance de sobrevivência, com a Idade Média, onde havia um grau de hierarquia e três grandes funções (clero, nobreza e o terceiro estado).
Ou então, comparar a Idade Média com hoje em dia, com o mundo totalmente interdependente, vivendo praticamente em uma aldeia global (termo criado por Herbert McLuhan), onde os EUA não vivem sem os Emirados Árabes, o Brasil não vive sem os EUA, e - alguns - países europeus não vivem sem o Brasil. Cada um destes países desenvolve uma função diferente na economia global, e na cultura global.
E, provavelmente, talvez daqui algumas décadas a(s) sociedade(s) esteja(m) completamente diferente(s) da(s) de hoje.
Pelo menos para mim, a ideia de que a sociedade evolui parece estar bastante clara.

Agora, o modo como o darwinismo social foi usado, na época, é que está errado. A sociedade não evoluirá acabando com os mais fracos! Na verdade, se evoluirá eu não sei, mas há outras formas disso acontecer, sem precisar apelar para a força!
Os mais pobres, os mais fracos e os mais oprimidos têm uma importância muito grande - são eles os que fazem a humanidade, no sentido de adjetivo, acontecer. Não tem porquê se preocupar com alguém milionário, ou alguém que nunca ficou doente, e assim vai. Graças a eles (e eles eu incluo a população inteira, pois todos já passaram por pelo menos uma situação difícil na vida) nós podemos ajudar o próximo, praticar uma boa ação, enfim, ser humanos. E, também, é graças a eles (de novo, nós) que o capitalismo se torna possível (se o capitalismo é bom ou ruim, fica pra uma próxima).

É claro, essa diferença existente entre as classes sociais não precisaria ser absurda como é hoje; ainda mais no Brasil, onde, do lado de favelas, há enormes condomínios luxuosos, e onde ricos chegam a ter uma renda quase 40 vezes maior que dos pobres.
Mas essa diferença é essencial para que a sociedade evolua, pois permite - se estivermos com vontade, é claro - trabalhar nossos erros e transformá-los em exemplos para outros grupos que tenham o mesmo problema.



sexta-feira, 9 de maio de 2014

Manifesto #01

Já teve aquela sensação de um dia completamente perdido? Você chega em casa, toma um banho e pensa: "Que dia horrível".
Agora, se imagine em suas últimas horas de vida. E você tem esse tempo para escrever e falar sobre as coisas mais emocionantes que aconteceram em sua vida. Espero que você não se sinta como aquele outro dia.

Eu realmente espero.

(link para o original: First Manifesto)